domingo, junho 04, 2006

Os Trinta Centavos da Discórdia (Economia e Política)

Hoje, neste domingo cinzento, as passagens urbanas no transporte rodoviário aumentam para insensíveis e aviltantes trinta centavos. Provavelmente para a vida de classe média estes trinta centavos pouco ou nada significam dado que normalmente este estrato da população só pega o “buzu” vez ou outra quando vai buscar o carro no mecânico (se tanto!).

O problema é que um aumento deste porte em uma cidade com um IDH (índice de desenvolvimento humano) dos mais baixos do estado, e com níveis absolutos de pobreza comparáveis ao nordeste brasileiro, cai como uma bomba de alguns megatons nos orçamentos familiares das fatias mais pobres da população. Provavelmente teremos nos próximos meses um ainda maior congestionamento na nossa ciclovia, que, diga-se de passagem, deveria merecer mais cuidados pelas elites administrativas locais dado que é uma das artérias mais pulsantes de nossa cidade, servindo de espaço de trânsito de inúmeros ciclistas indo em direção ao trabalho/escolas/universidades.

Retornando aos “buzus”, as greves patronais comandadas pela parasitária classe de “empresários” do transporte, que trabalham com reserva de mercado em uma estrutura global oligopólica na planície goytacá, conta com seus agentes privilegiados na “imprensa” marrom campista. Tamanha acefalia repetida ad nauseam em jargões vazios e nada reflexivos como “excesso” de gratuidades, ignorando solenemente o plano dos direitos objetivos CONQUISTADOS, trazem em seu bojo uma lógica invertida. Em um exercício verborrágico e reacionário que desafia nossas inteligências, a falência do transporte público municipal é motivado por estes “amaldiçoados” direitos e pela concorrência “desleal” das vans.

Mas, por favor, convenhamos! Quando que esta faixa empresarial, como disse parasitária em sua imensa maioria, investiu de maneira decisiva na qualidade dos transportes? É histórica a insuficiência e ineficiência praticadas em doses galopantes, com trabalhadores mal qualificados, mal educados no trato do público, em máquinas que seriam dignas de figurarem como cenários de trens fantasmas: sujeira e ferrugens. Não existem horários para o transporte motivados talvez por uma insana corrida, um rally dos passageiros, entre empresas na 28 de março...

Ora... Por mim a resposta digna a mais este abusivo aumento, que deveria ser questionado na justiça, só pode ser um: BOICOTE! Mas, por favor, senhores formadores de “opinião”, peço que produzam algo, se quiserem justificar o injustificável, de maneira mais arguta da próxima vez...

George Gomes Coutinho
Mestrando em Políticas Sociais - UENF

4 Comentários:

Anonymous Anônimo disse...

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18/7/06 07:18  
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20/7/06 14:14  
Anonymous Fábio disse...

Sim... e ficou por isso mesmo. Será que as pessoas andam anestesiadas? As pessoas só chiaram na primeira semana, mas depois se conformaram. E assim segue a vida em Campos, de forma bem conformada e comportada. A saúde, a educação, estrutura da cidade, nada muda... e nem vai mudar.

21/7/06 11:07  
Anonymous Anônimo disse...

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22/7/06 00:58  

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